Turma 2012

Título: CADERNOS NEGROS(CONTOS): FORTALECENDO NEGRAS RAÍZES?

Mestrando: BÁRBARA MARIA DE JESUS DE OLIVEIRA

Orientador: Prof.ª Dr.ª Maria Anória de Jesus de Oliveira

RESUMO: 

Os Cadernos Negros mantêm, desde 1978, publicações ininterruptas anuais, autofinanciadas pelos próprios escritores, os quais são responsáveis, também, pela divulgação dos mesmos. Tais textos trazem à cena as questões sociais e existenciais que afligem os personagens negros. Abrangem-se, portanto, temáticas diversas, a exemplo da relação entre gêneros, as religiosidades de matrizes africanas, a resistência negra, o racismo e suas consequências na escola, no mercado de trabalho e no ambiente familiar. Trata-se de produções que visam à afirmação identitária negra, conforme anunciado nas apresentações publicadas anualmente, desde o Caderno nº 1 (1978) ao atual (nº 36). A questão que se insurge é: até onde prevalece, de fato, a anunciada afirmação? Para responder a essa questão analisaremos seis contos ao todo, da autoria de Cuti, Cristiane Sobral e Elizandra Souza, cujos textos correspondem aos Cadernos nº 24, 30, 32 e 34, respectivamente. Partindo da pesquisa bibliográfica, nos pautaremos nos estudos de Zilá Bernd (1988, 1992, 2011), David Brookshaw (1983), Florentina Souza (2008), Cuti (2010), Nilma Lino Gomes (2008), Stuart Hall (2003) e Homi Bhabha (2005), Neuza Santos Souza (1983), entre outros. Esperamos, por meio da presente pesquisa, ampliar as reflexões a respeito dessa literatura, ao contribuir para visibilizá-la mais, visto que se trata de produções marginalizadas nos espaços acadêmicos e pouco conhecidas na Educação Básica. O resultado do nosso estudo poderá, também, favorecer a implementação da História e Cultura Afro-Brasileira (Lei 10.639/03), se levarmos em conta a relevância dos referidos Cadernos para o espaço escolar, como um dos suportes literários para a atuação docente nas instituições públicas e privadas.

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Palavras-chave: Literatura Brasileira, Cadernos Negros; contos, personagens

Título: Táticas, usos e representações: a rede social como espaço de afirmação e pertencimento territorial da juventude periférica

Mestrando: CÍNTIA SACRAMENTO DO ESPÍRITO SANTO

Orientador: Prof. Dr. Ricardo Oliveira de Freitas

RESUMO:

As tecnologias digitais da informação e comunicação estão presentes em quase todo o espaço de convivência cotidiana e fazem parte da rotina dos indivíduos. Sem perceber, somos tomados por essas tecnologias que se tornam fundamentais e em, alguns casos, indispensáveis. Refletindo sobre o avanço da tecnologia de forma a alcançar todas as classes sociais e as mudanças que o espaço virtual provocou nas práticas sociais dos jovens da periferia de Salvador, algumas questões emergiram: quais narrativas de si os jovens da periferia constroem através do que publicam entre imagens e textos na rede social? Como se dá a representação de si e da periferia no processo de alteridade constituído no ambiente virtual? Ao pesquisar o protagonismo dos jovens da periferia de Salvador na cena digital; as narrativas de si dispostas nas redes sociais e as motivações que fazem ascender subjetividades em cada nova publicação de textos e imagens, este estudo tem como objetivo investigar através das narrativas desses jovens se há o sentimento de pertença nas comunidades que residem, trazendo reclames das problemáticas vividas por eles; bem como pesquisar quais temáticas os jovens destacam nas narrativas construídas em framers nas páginas pessoais do Facebook durante o auge das manifestações do Brasil ocorridas em 2013. As análises dos perfis foram feitas com base nos métodos de pesquisa para internet, a etnografia virtual, que propõe analisar indivíduos e grupos que utilizam a internet como um lugar ou como um modo de ser. Diante disso, pôde-se concluir que a despeito de possíveis fracassos nas táticas utilizadas para a propagação das publicações em seus perfis, os jovens ainda assim utilizam a rede social para reclamar problemas situacionais; propagar suas atividades e, sobretudo, fazem reverberar a emergência de um olhar menos preconceituoso para com a periferia e seus moradores.

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Palavras-chave: jovens da periferia; representações de si; redes sociais e dispositivo.

Título: PESCADORES DO RIO VERMELHO: Entre causos e lugares

Mestrando: CLEA MOTA SANTOS

Orientador: Profª. Dra. Edil Silva Costa

RESUMO:
O presente trabalho é um estudo das narrativas orais dos pescadores da colônia Z-1, localizada na Praia de Santana, no Bairro do Rio Vermelho, Salvador-BA. O objetivo da pesquisa é analisar os causos dos pescadores e como estes são elaborados no cotidiano. O corpus da pesquisa é constituído de causos e outras narrativas como histórias de vida e vivências construídas no exercício da profissão. Para a coleta de dados, utilizei os procedimentos metodológicos da História Oral e da Etnografia. Autores como José Carlos Sebe Bom Meihy (2005) e Verena Alberti (2004) foram solicitados para contribuir no desenvolvimento da pesquisa de campo. No primeiro capítulo, apresento os caminhos da pesquisa; a contextualização do cenário histórico e cultural do Bairro, onde a colônia Z-1 de pesca está localizada; e o perfil dos pescadores para uma construção coletiva de identidades. No segundo capítulo, apresento as narrativas orais em vídeo, com o objetivo de proporcionar ao leitor a oportunidade de aproximar-se dos sujeitos da pesquisa no universo da colônia Z-1. E no último capítulo, foi feita uma análise e interpretação das histórias dos pescadores, destacando a ressignificação da oralidade na colônia Z-1 a partir da perspectiva da crítica cultural. Autores como Zumthor (2000, 2007, 2010), Alcoforado (2008), Diegues (1994, 2004), Cascudo (1984, 1976, 2012), Canclini (1983, 2008), Hall (2006), Halbwachs (1990), entre outros, fundamentaram as discussões teóricas. Os estudos das narrativas orais revelaram discursos veiculados pelas vozes dos pescadores do Rio Vermelho, que retratam a poética da vida social, seus dilemas entre a tradição e a modernidade, suas identidades e seus modos de
vida.

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Palavras-chave: Oralidade.Cultura. Identidades. Pescadores. Poética.

Título: PRÁTICA DE FÃS NO PAGODE BAIANO: PROFANAÇÕES E ESTRATÉGIAS DISCURSIVAS NO YOUTUBE

Mestrando: HELEN CAMPOS

Orientador: Prof. Dr. Arivaldo de Lima Alves

RESUMO:

Esta dissertação trata das práticas de fãs de pagode baiano a partir das alternativas de produção de conteúdo criadas pelo acesso as novas tecnologias midiáticas que funcionam como dispositivos agambianos. Numa complexa rede de interatividade, o uso criativo das mídias emergentes, transformações de mercado e do ambiente cultural constituem novas formas de construção de juízo valorativo sobre música com a prática de um consumidor ativo- prosumidor. A cultura participativa encontra nesse contexto o fortalecimento de outras rotas de expressão que provoca profundas transformações nas interações individuais e sociais. Nesse sentido, buscamos refletir e investigar, especificamente no canal de compartilhamento YouTube, como a internet e a instauração de novas possibilidades de produção, distribuição e fruição estéticas permitem que o consumidor de música também constitua um lugar de fala sobre o que consome provocando deslocamentos ou pelo menos tensões na hierarquia da mediação musical.

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Palavras-chave: dispositivo, pagode, prosumidor, YouTube, fãs.

Título:  CASAS DE FARINHA: ESPAÇO DE CULTURA EDUCAÇÃO E AFIRMAÇÃO DE IDENTIDADES

Mestrando: JEANNE LOPES SANTANA

Orientador: Prof.ª Drª Maria Nazaré Mota de Lima.

RESUMO:

Este estudo busca compreender o cotidiano das casas de farinha na comunidade de Panelas-Ba, nas relações de convivência que perpassam a produção da farinha como um processo educativo possibilitando a construção e a difusão de saberes culturais. Associando a educação, cultura e identidade o estudo se baseia em, Caldart ( 2000 ) com as pesquisas relacionadas a educação do campo; as práticas educativas, Freire (2007) com prática social, produtiva e de relações humanas; cultura e identidade, relacionada aos saberes de geração em geração e Brandão (2007) que concebe as praticas educativas nas casas de farinha como situações de ensino aprendizagem .Utilizei entrevista semiestruturadas, observação participante, conversas cotidianas, e o uso de fotografias dos espaços das casas de farinha para que a produção de dados permitisse a construção da pesquisa. Nesses espaços, as práticas da produção da farinha de mandioca informam e materializam saberes que são socializados nas relações de convivência na comunidade e que nas escolas, muitas vezes, são descartados. Os moradores da comunidade buscam manter a continuidade da cultura do ato de fazer farinha, manualmente e sem a utilização da tecnologia com os fornos elétricos, utilizam práticas de aprendizagem que são dinamizadas por meio do aprender fazendo, da oralidade e da observação.

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Palavras-Chaves: Casa de Farinha, saberes e práticas educativas, relações de convivência.

Título: PRÁTICAS DE ESCRITA DAS PROFESSORAS TRUKÁ NA ILHA DA ASSUNÇÃO

Mestrando: KÁTIA MARIA RODRIGUES GOMES

Orientador: Prof. Dr. Cosme Batista dos Santos

RESUMO:

Os estudos sobre a formação do professor indígena são poucos; consequentemente, poucos trabalhos abordam a produção escrita no contexto da educação escolar indígena. Alguns poucos estudos que encontramos estão mais voltados para a questão da prática religiosa, da territorialidade, da demarcação das terras indígenas, etc. Entretanto, as práticas letradas que envolvem a produção escrita, incluindo a elaboração de materiais didáticos, ainda estão muito aquém. Esta pesquisa estudou as práticas de escrita das professoras Truká na Ilha da Assunção, em Cabrobó-PE. Nosso objetivo geral foi investigar os significados dessas práticas de escrita para a realidade indígena, considerando a influência dos pressupostos culturais na configuração dessas práticas na aldeia. Assim, foram mapeadas as práticas de escrita dessas professoras. Investigamos os gêneros utilizados em suas práticas docentes e os processos de autoria/autonomia implicados nas práticas de leitura e de escrita. No campo teórico, este trabalho apoia-se nos estudos sobre autonomia e autoria, segundo Freire (2011) e Cesar (2011); sob a perspectiva social etnográfica do letramento de Street (2010); Kleiman (1995; 2008), e a identidade cultural, sob o pensamento de Hall (2003; 2006) e Bhabha (2003). No processo metodológico, utilizamos os instrumentos da observação, do questionário, das rodas de conversa, entrevistas e conversas informais com as/os participantes, sempre partindo das suas experiências; além da análise documental dos escritos das professoras e documentos importantes. A triangulação metodológica foi utilizada na análise dos dados a fim de comparar as respostas encontradas. Assim, essa pesquisa trouxe discussões relevantes sobre o cenário indígena brasileiro, que muitas vezes permanece no silêncio dos atores sociais, principalmente quanto à prática pedagógica nas escolas indígenas. Que a discussão abordada aqui nos possibilite a reflexão e percepção das diferenças, das especificidades que compõem a realidade desse povo, em especial a do povo Truká.

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Palavras-chave: Práticas de escrita; professoras Truká; identidade.

Título: DONA FLOR E GABRIELA: Subjetividade Feminina e suas possibilidades de Releitura em Sala de Aula

Mestrando: Leonardo Rodrigues Teixeira

Orientador: Profª Drª Jailma Pedreira dos Santos Moreira

RESUMO:

Esta dissertação intitulada Dona Flor e Gabriela: Subjetividade Feminina e suas possibilidades de Releitura em Sala de Aula, pretende investigar a produção da subjetividade feminina nesses romances que são considerados ícones da literatura baiana. Nesse contexto, busca-se verificar como os considerados dotes referentes à culinária e à sexualidade são atribuídos às personagens femininas, sobretudos as personagens que dão títulos às obras pesquisadas, ajudando tanto a disseminar uma cultura, inclusive gastronômica, regional, como a produzir e fixar uma imagem, que se faz circular, por diversos veículos midiáticos, da mulher baiana/brasileira. Com isso, buscamos refletir, nas narrativas citadas, sobre modos de produção da subjetividade feminina, suas linhas de fuga e implicações excludentes, bem como sobre formas de desconstrução de estereótipos para o sujeito feminino, via literatura, na sala de aula. Para tanto, nos apoiaremos em leituras sobre a fortuna crítica de Jorge Amado, principalmente no que diz respeito à representação feminina em suas obras, assim como em teorias que perpassam à crítica cultural, os estudos de gênero e os estudos feministas, entre eles o feminismo negro, visto que este traz à cena a relação entre gênero e raça, nos mostrando como os fatores culinários ou o trabalho doméstico e o corpo voltado somente para a sexualidade foram estereotipados na mulher negra, desde os tempos mais remotos da escravatura em nosso país. Conclui-se que, com a realização desta pesquisa foi possível refletir sobre os modos de produção da subjetividade feminina nas obras eleitas, suas implicações excludentes, bem como sobre as formas de (des) construção de estereótipos para o sujeito feminino, via literatura na sala de aula.

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Palavras-chave: Sexualidade; Culinária; Subjetividade Feminina; Literatura; Sala de Aula.

Título: RITUAIS, PRÁTICAS DE CURANDEIRISMO E SABERES HERBÁRIOS: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE CURANDEIRAS(OS) DA COMUNIDADE RURAL DE QUIZAMBÚ (ALAGOINHAS-BA) E DAS CAMADAS POPULARES DA CIDADE DE SALVADOR (BA)
ALAGOINHAS

Mestrando: MARINA ASSUNÇÃO GOIS RODRIGUES

Orientador: Osvaldo Francisco Ribas Lobos Fernandez

RESUMO: 

Esta pesquisa busca realizar uma análise dos conhecimentos e rituais relacionados aos saberes herbários da prática de curandeirismo, de modo comparativo entre a comunidade rural Quizambú, que faz parte do município de Alagoinhas, e a cidade de Salvador. A análise destes conhecimentos e práticas rituais é realizada no intuito de desvelar as diversas modalidades em que este ofício da medicina popular, o curandeirismo, pode ser expresso, a depender do contexto das tradições culturais e religiosas em que estas práticas são desenvolvidas. Logo, percebendo assim estes modos de fazer culturais em duas regiões distintas, no que tange ao fator socioeconômico destas localidades, leva-se em consideração também o caráter que estes saberes ancestrais possuem como patrimônio cultural imaterial do Brasil, que se inscrevem no cotidiano enquanto tradições culturais de origens étnicas diversas. A pesquisa foi realizada por meio das técnicas da observação participante como metodologia de pesquisa qualitativa, e de entrevistas individuais semidirigidas, compostas de questões abertas, com oito pessoas, na cidade de Salvador, que atuam como benzedeiras, erveiras, raizeiros e vendedores de garrafadas, e três mulheres na comunidade Quizambú, que consistem em curandeiras e benzedeiras. Deste modo, podemos perceber, de maneira mais detalhada, quais os contextos socioculturais em que estas práticas estão inseridas e em que conjuntura os sujeitos que agem como terapeutas deste saber ancestral estão desenvolvendo estas práticas do curandeirismo no cotidiano.

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Palavras-chave: Medicina popular. Curandeirismo. Saberes herbários. Patrimônio cultural.

Título: ORGANIZAÇÃO SOCIAL E SUBSISTÊNCIA NA FAZENDA CANGULA

Mestrando: MWEWA LUMBWE

Orientador: Professor Doutor Arivaldo de Lima Alves

RESUMO: 

A presente pesquisa sobre a organização social e subsistência na Fazenda Cangula, comunidade remanescente dos quilombos, situada no Distrito de Boa União, em Alagoinhas–Bahia, foi desenvolvida na linha de pesquisa Narrativas, Testemunhos e Modos de Vida do Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural da Universidade do Estado da Bahia Campus 2 com a preocupação de entender o cotidiano desta comunidade. Foi preciso mapear os principais meios de subsistência da comunidade e dos núcleos familiares de membros da Associação Comunitária dos Produtores Rurais de Cangula; diagnosticar como são administradas as relações entre os membros da comunidade e os governos federal, estadual e municipal nos assuntos de subsistência material, mental, espiritual e de continuidade, antes e depois do autorreconhecimento como remanescentes dos quilombos; e verificar como o modelo de organização social na comunidade se expressa no cotidiano. A metodologia adotada foi a da observação participante e, tratando-se de um estudo de caso, a pesquisa foi considerada como qualitativa. O universo da investigação foram os núcleos familiares dos membros da Associação Comunitária dos Produtores Rurais de Cangula. Foram entrevistadas trinta pessoas, em vinte núcleos familiares visitados. A abordagem teórica foi baseada principalmente em Jan Vansina (2010), sobre a tradição oral e sua metodologia, e em Alessandro Portelli (2010), sobre a entrevista de história oral e suas representações literárias. Convém salientar que os objetivos desta pesquisa foram alcançados e os resultados permitiram observar que, em uma visão geral, todas as formas de subsistência seja ela material, mental, espiritual ou de continuidade, na organização social da comunidade do Cangula são interligadas e, na maioria das vezes, dependem da vontade política dos governos federal, estadual ou municipal. Esta constatação me levou a provocar o primeiro encontro entre os quilombos de Alagoinhas e os governos citados, que aconteceu em 15 de maio de 2013.

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Palavras-chave: Quilombos. Organização social. Subsistência. Fazenda Cangula/Alagoinhas, Bahia.

Título: PROFESSORAS INVENTORAS: UM ESTUDO SOBRE AS PRÁTICAS INVENTIVAS NAS ESCOLAS PÚBLICAS DO VALE DO SÃO FRANCISCO

Mestrando: NAZARETE ANDRADE MARIANO

Orientador: Prof. Dr. Cosme Batista dos Santos

RESUMO: 

Os estudos sobre a formação continuada pouco tem avançado no sentido de pesquisar a professora e o professor como autora / autor, inventora/inventor de práticas de ensino que melhoram o ensino-aprendizagem dos estudantes. Como uma forma de contribuir para ampliar o escopo dos estudos sobre letramento de professores, esta dissertação de mestrado, desenvolvida no contexto da linha letramento, identidade e formação de professores, do Programa de Pós-graduação em Crítica Cultural, Pós-critica-UNEB Campus II, que teve como objetivo investigar as práticas de invenção docente desenvolvidas por professoras na Educação Básica, identificando os pressupostos de: letramento, formativo, político e cultural implicados ou presentes nos dados levantados com as participantes. Para tanto, foi preciso fazer um mapeamento sobre o sujeito da pesquisa; observar esses pressupostos para compreender em que medida essa atitude de inventar potencializa as práticas de leitura nas Escolas Públicas do Vale do São Francisco, especialmente, das cidades de: Petrolina-PE, Cabrobó-PE e Juazeiro-BA. Nesse sentido, foi importante saber quem era essa professora que inventa seu cotidiano de sala de aula e o que é que era essa prática de invenção docente e os pressupostos implicados nessas práxis? Este estudo tem como base os referenciais teóricos que discutem a invenção e apropriação segundo a formulação de Certeau (2012) e de Nóvoa (2007/2008) em relação à profissão e o regresso do professor. Valemo-nos também de Freire (1996/2001) na perspectiva da autonomia docente; Street (2010) com os novos estudos do letramento; Kleiman (1995/2001) com as práticas sociais de leitura e o letramento docente. Além de Gallo (2011) que aborda sobre a docência na perspectiva do professor-artista; Louro (1997) e Fagundes (2005) que trazem um debate sobre a mulher no contexto da profissão em educação, entre outros. A metodologia utilizada a partir da pesquisa qualitativa, integra os tipos de pesquisa: pesquisa-ação, na perspectiva de Barbier (2004) e Thiollent (2009), a pesquisa colaborativa conforme a abordagem de Ibiapina (2008) e Magalhães (2011); e, por fim, a pesquisa-formação, um conceito em construção nesta dissertação para geração e para tratamento dos dados que revelam a formação que se faz no decorrer de uma pesquisa, por exemplo, inserindo os professores pesquisados no aprofundamento teórico e metodológico das pesquisas, de forma estes também se formem na pesquisa que a partir de um grupo de estudo, o GPOL que já evidencia resultados com a participação e aprovação de duas componentes em uma seleção de mestrado, sendo que uma das participantes obteve o 2º (segundo) lugar na avaliação do projeto. Em linhas gerais, os resultados sinalizam que as práticas de invenção docente têm potência para desautorizar as estratégias próprias do cotidiano escolar e fortalecer as táticas que dão vozes aos sujeitos em seus fazeres cotidianos, em especial, nas práticas sociais de leitura.

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Palavras-chave: Professoras inventoras. Práticas de invenção docente. Letramento. Formação – docente.

Título: CONTOS DIFERENTES E MARCAS DA DIFERENÇA NA ESCRITA DE MARCELINO FREIRE

Mestrando: OLINSON COUTINHO MIRANDA

Orientador: Prof. Dr. Paulo César Souza García

RESUMO: 

A dissertação Contos diferentes e marcas da diferença na escrita de Marcelino Freire é resultado da pesquisa sobre a escrita do autor nordestino Marcelino Freire. A dissertação intenta uma leitura sobre as escritas do autor e permite entrever a desmontagem de uma tradição discursiva sobre as minorias, ao passo que aponta para a emergência de uma política em favor da diversidade de modos de vida. Não mais se trata da normatização que lê o sujeito sob estruturas fincadas na domesticação e nas faces do patriarcalismo e, sim, de como a escrita possibilita a desestabilização de conceitos pré-determinados. Neste sentido, a estratégia adotada é seguir a trajetória de uma protagonista leitor que, ao reivindicar para si uma posição de minoria percebendo escritos que estigmatizam e patologizam. Tal projeto, prever uma política pautada na diferença e encontra, em discursos encenados por personagens, uma forma de perceber a diversidade das minorias, em foco, as minorias sexuais. Direcionado de uma leitura queer, que tem como propósito criticar o cenário cultural hegemônico e normativo e promover a diferença. Os argumentos são respaldados pelos diálogos entre textos teóricos e cenas da narrativa que tornam visíveis discursos que desconstroem e descentralizam as ordenações culturais que expressam a dicotomia centro/margem. Estas possibilidades permitem situar a pesquisa no campo dos estudos queer, referenciando-a por teóricos como Michel Foucault, Denilson Lopes, Guacira Lopes Louro, Richard Miskolci, Judith Butler e outros. O debate com críticos visa compreender como a diferença se faz presente na obra de Marcelino Freire e como são refletidos e problematizados. A inserção do trabalho no campo da Crítica Cultural se deve a possibilidade de questionar as dicotomias, os binarismos, buscando romper às normas e regras que reprimem, excluem e silenciam a diversidade e multiplicidade. Tanto os fundamentos teóricos, os objetivos, a metodologia, quanto a importância de retratar a temática, encontra, neste estudo dissertativo, perspectivas singulares de revelar impressões da diferença na escrita de Marcelino Freire.

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Palavras-chave: Literatura. Estudos queer. Diferença

Título: ESCRITAS DESLOCADAS: A PRODUÇÃO LITERÁRIA ALAGOINHENSE NO DISCURSO DA FUNDAÇÃO CULTURAL DO ESTADO DA BAHIA

Mestrando: VANDELMA SILVA SANTOS

Orientador: Prof. Dr. Washington Luís Lima Drummond

RESUMO: 

O estudo, desenvolvido no campo da Crítica Cultural, emerge da confluência de dois grandes temas de pesquisa que envolvem e atravessam a Literatura: o papel do Estado como disciplinador das ações sociais e a atuação dos discursos como criadores ou modificadores da realidade. Objetivou-se, a partir do caso dos produtores de literatura do município de Alagoinhas, estado da Bahia, analisar como o discurso oficial de uma secretaria de governo ordena e direciona (ou tenta ordenar e direcionar) a produção literária de uma cidade média e interpretar as formas de interação da sociedade com o Estado que são mediadas por esse discurso. O objeto que ensejou a discussão foi um conjunto de peças publicitárias e editais de financiamento lançados pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), órgão da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) responsável pela criação e implementação de políticas culturais para as artes. Empregando metodologia qualitativa, foi feita a análise de conteúdo das notícias, relatórios e editais atinentes à literatura, divulgados pela FUNCEB no período de 2011 a 2013, bem como de entrevistas semiabertas realizadas com agentes culturais na capital baiana e no município de Alagoinhas. A interpretação proposta fundamenta-se nos conceitos de poder disciplinar de Michel Foucault e de heterologia de Georges Bataille, e aplica um modelo desenvolvido por Deleuze e Guattari para visualizar a articulação entre o poder centralizado do Estado e o poder molecular disperso pela sociedade. De acordo com o modelo, a FUNCEB constrói seu discurso de modo a silenciar as práticas heterológicas e fortalecer o poder estatal.

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Palavras-chave: Política cultural. Literatura. Discurso.

 

Título: A RELAÇÃO ESPAÇO E BIODIVERSIDADE SEGUNDO A VISÃO DAS COMUNIDADES NEGRAS DOS EUA EM “AMADA” DE TONI MORRISON

Mestrando: WELLINGTON NEVES VIEIRA

Orientador: Prof.-Dr. Roberto Henrique Seidel

RESUMO: 

O objetivo desta pesquisa é identificar as representações ambientais incutidas num discurso de política racial no romance “Amada” da americana Toni Morrison sob o olhar ecocrítico. A partir de uma percepção sobre o espaço, demonstrando a relação dos espaços ocupados pelos personagens negros com a biodiversidade, na transmissão de sentimentos de topofilia, topofobia, topocídio, com destruição do próprio ser humano. A metodologia empregada é de caráter teórico, qualitativo-descritivo. Na intenção de esquematizar a pesquisa literária por meio de análises explicativas, descritivas e exploratórias, adentra-se o campo da Ecocrítica, Crítica Cultural e Geografia Humanista como base de sustentação do estudo. Explora-se a presença da natureza na produção literária dos principais escritores da literatura norte-americana, em busca da legitimação da Ecocrítica como campo epistemológico para uma prática Crítica Cultural. Também se discute a Geografia Humanista do ponto de vista espacial e a relação dos negros americanos com a biodiversidade na produção de Toni Morrison. Por fim, averígua-se a relação dos personagens com os espaços opressivos e a tentativa de fuga desses espaços para encontrar os lugares de resistências raciais no romance em questão. Constatou-se ao final da pesquisa que as análises dos espaços que foram feitas no romance “Amada” transmitem a revitalização de um passado à procura de dar voz a uma nova realidade histórica, o que poderá ser compreendido como a constituição de um espaço para uma “alteridade” que desafia e resiste ao discurso dominante.

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Palavras-chave: Ecocrítica; crítica cultural; meio ambiente; literatura afro-americana; Toni Morrison; Amada.

Mestrando: VANDELMA SILVA SANTOS
Orientador: Prof. Dr. Washington Luís Lima Drummond
RESUMO:

O estudo, desenvolvido no campo da Crítica Cultural, emerge da confluência de dois grandes temas de pesquisa que envolvem e atravessam a Literatura: o papel do Estado como disciplinador das ações sociais e a atuação dos discursos como criadores ou modificadores da realidade. Objetivou-se, a partir do caso dos produtores de literatura do município de Alagoinhas, estado da Bahia, analisar como o discurso oficial de uma secretaria de governo ordena e direciona (ou tenta ordenar e direcionar) a produção literária de uma cidade média e interpretar as formas de interação da sociedade com o Estado que são mediadas por esse discurso. O objeto que ensejou a discussão foi um conjunto de peças publicitárias e editais de financiamento lançados pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), órgão da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) responsável pela criação e implementação de políticas culturais para as artes. Empregando metodologia qualitativa, foi feita a análise de conteúdo das notícias, relatórios e editais atinentes à literatura, divulgados pela FUNCEB no período de 2011 a 2013, bem como de entrevistas semiabertas realizadas com agentes culturais na capital baiana e no município de Alagoinhas. A interpretação proposta fundamenta-se nos conceitos de poder disciplinar de Michel Foucault e de heterologia de Georges Bataille, e aplica um modelo desenvolvido por Deleuze e Guattari para visualizar a articulação entre o poder centralizado do Estado e o poder molecular disperso pela sociedade. De acordo com o modelo, a FUNCEB constrói seu discurso de modo a silenciar as práticas heterológicas e fortalecer o poder estatal.

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Plavras-chave: Política cultural. Literatura. Discurso