Turma 2013

Título: AS “PÁGINAS DE TERRA” DE MIA COUTO: TRADIÇÕES E CULTURAS MOÇAMBICANAS EM A CONFISSÃO DA LEOA
Mestrando: GABRIELLA BERNARDO DE SOUZA
Orientador: Prof. Dr. Paulo César Souza García
RESUMO:

O processo de investigação da pesquisa de cunho bibliográfico parte da análise do romance A confissão da leoa (2012) de Mia Couto sob a perspectiva da crítica cultural, par a mostrar como o autor retrata as tradições e as culturas moçambicanas em seu romance, aliando cultura oral e cultura escrita em prol da criação literária. Buscou-se esclarecer os caminhos traçados pelo autor para representar na escrita de origem europeia, tradições e costumes da cultura oral africana, compreendendo como ele ressignifica o cenário cultural moçambicano ao transpô-lo para o universo da escrita, ao passo em que também reinventa a estrutura clássica do romance com dicções típicas das narrativas de origem oral. Diante das rupturas culturais propostas pelo autor em seu trabalho literário, são fundamentais as considerações de críticos da cultura como Bhabha e Hall, já que estamos tratando de uma literatura produzida no contexto de uma sociedade pós-colonial marcada pela multiplicidade cultural, que é permeada por sujeitos em busca de uma afirmação identitária. As reflexões de Canclini, por sua vez, ajudam a esclarecer as relações de hibridismo utilizadas na escrita do moçambicano como mecanismo de reinvenção cultural e linguística. São fundamentais também as reflexões de Benjamin sobre o narrador e suas preocupações com o surgimento do romance que está diretamente atrelado à reprodução técnica da escrita. A análise empreendida revela que o ficcionista lança mão de dois narradores/escritores que vivem na fronteira entre as diversas culturas locais e o legado cultural europeu, no intuito de mostrar a multiplicidade discursiva e cultural que permeia a nação marcada pela interculturalidade. Para Mia Couto, a escrita é um espaço de reflexão e de construção de uma identidade moçambicana, capaz de agregar elementos culturais tanto de origem africana quanto ocidental. A partir dos dilemas locais de personagens simples e humildes, desconsiderados pela história oficial e pelo poder político,o autor tece em suas “páginas de terra” reflexões que são inerentes ao homem da contemporaneidade.

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Plavras-chave: Culturas. Tradições. Crítica cultural. Escrita.

Título: OS INTERSTÍCIOS E ARTIFÍCIOS DE NORDESTINA: ESTUDO SOBRE AS NUANCES DO CONTEMPORÂNEO NO ROMANCE A MÁQUINA DE ADRIANA FALCÃO
Mestrando: MÔNICA GRISI CHAVES
Orientador: Prof. Dr. Roberto Henrique Seidel
RESUMO:

A presente pesquisa tem por objetivo proceder à leitura crítica do romance A Máquina (1999) da escritora carioca Adriana Falcão no que concerne a sua relação com a prosa brasileira contemporânea. A prosa produzida atualmente no Brasil é marcada pelo seu caráter diverso, tanto no que se refere à forma quanto ao conteúdo. No entanto, neste contexto marcado pela multiplicidade determinados elementos ganham relevo dada a frequência com que aparecem nas produções e alguns deles serão aqui enfocados no cotejo com o romance A Máquina. Neste sentido, torna-se oportuno refletir sobre a forma com que o Realismo literário configura-se no texto de Falcão, uma vez que, na contemporaneidade este gênero assume diferentes contornos avizinhando se, em A Máquina, das categorias do Fantástico. Revela-se assim também necessário discutir a interação do Nordeste simbólico com a indústria cultural, tendo em vista que nesta junção reside a inserção de novos matizes à abordagem do fluxo migratório, temática bastante presente no romanceiro nacional. Outro aspecto que merece destaque no estudo ora realizado diz respeito ao modo com o qual o mercado editorial estabelece seus vínculos com a produção ficcional, afinal a atualidade já não permite obliterar a dimensão econômica na construção dos objetos artísticos.

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Plavras-chave: Literatura Contemporânea, Realismo Literário,Mercado editorial, Indústria cultural, Prosa Brasileira Contemporânea, Nordeste Simbólico

Título:Mestrando: PAULO ROBERTO LIMA DIAS
Orientador:
RESUMO:
Título: PROFESSORAS INVENTORAS: UM ESTUDO SOBRE AS PRÁTICAS INVENTIVAS NAS ESCOLAS PÚBLICAS DO VALE DO SÃO FRANCISCO
Mestrando: NAZARETE ANDRADE MARIANO
Orientador: Prof. Dr. Cosme Batista dos Santos.
RESUMO:

Os estudos sobre a formação continuada pouco tem avançado no sentido de pesquisar a professora e o professor como autora / autor, inventor a/inventor de práticas de ensino que melhoram o ensino aprendizagem dos estudantes. Como uma forma de contribuir para ampliar o escopo dos estudos sobre letramento de professores, esta dissertação de mestrado, desenvolvida no contexto da linha letramento, identidade e formação de professores, do Programa de Pós-graduação em Crítica Cultural, Pós-critica- UNEB Campus II, que teve como objetivo investigar as práticas de invenção docente desenvolvidas por professoras na Educação Básica, identificando os pressupostos de: letramento, formativo, político e cultural implicados ou presentes nos dados levantados com as participantes. Para tanto, foi preciso fazer um mapeamento sobre o sujeito da pesquisa; observar esses pressupostos para compreender em que medida essa atitude de inventar potencializa as práticas de leitura nas Escolas Públicas do Vale do São Francisco, especialmente, das cidades de: Petrolina-PE, Cabrobó-PE e Juazeiro-BA. Nesse sentido, foi importante saber quem era essa professora que inventa seu cotidiano de sala de aula e o que é que era essa prática de invenção docente e os pressupostos implicados nessas práxis? Este estudo tem como base os referenciais teóricos que discutem a invenção e apropriação segundo a formulação de Certeau (2012) e de Nóvoa (2007/2008) em relação à profissão e o regresso do professor. Valemo-nos também de Freire (1996/2001) na perspectiva da autonomia docente; Street (2010) com os novos estudos do letramento; Kleiman (1995/2001) com as práticas sociais de leitura e o letramento docente. Além de Gallo (2011) que aborda sobre a docência na perspectiva do professor-artista; Louro (1997) e Fagundes (2005) que trazem um debate sobre a mulher no contexto da profissão em educação, entre outros. A metodologia utilizada a partir da pesquisa qualitativa, integra os tipos de pesquisa:pesquisa-ação,na perspectiva deBarbier (2004) e Thiollent (2009), a pesquisa colaborativa conforme a abordagem de Ibiapina(2008) e Magalhães (2011); e, por fim, a pesquisa-formação, um conceito em construção nesta dissertação para geração e para tratamento dos dados que revelam a formação que se faz no decorrer de uma pesquisa, por exemplo, inserindo os professores pesquisados no aprofundamento teórico e metodológico das pesquisas, de forma estes também se formem na pesquisa que a partir de um grupo de estudo, o GPOL que já evidenci a resultados com a participação e aprovação de duas componentes em uma seleção de mestrado, sendo que uma das participantes obteve o 2º (segundo) lugar na avaliação do projeto. Em linhas gerais, os resultados sinalizam que as práticas de invenção docente têm potência
para desautorizar as estratégias próprias do cotidiano escolar e fortalecer as táticas que dão vozes aos sujeitos em seus fazeres cotidianos, em especial, nas práticas sociais de leitura.

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Plavras-chave: Professoras inventoras. Práticas de invenção docente. Letramento. Formação – docente.

Título: MICARETA DE FEIRA DE SANTANA: CULTURA DE MASSA E PRODUTO
Mestrando: REGINA BEATRIZ SUZARTE FERREIRA
Orientador: Prof. Dr. Ricardo Oliveira de Freitas
RESUMO:

Esta dissertação aborda a Micareta de Feira de Santana enquanto produto de consumo, destacando suas características, próprias da cultura de massa, que são ao mesmo tempo, parte integrante da festa e também possível instrumento de opressão, resistência e liberdade, a depender da perspectiva em que é observada ou vivida. O principal objetivo deste estudo, por sua vez, é investigar como tais características se configuram no contexto atual da micareta de Feira de Santana, desta cando a micareta como uma zona de fronteira entre as formas da “Cultura de Massa” e o riso do “Coro popular”, ou seja, a micareta feirense como um espaço de coexistência entre os múltiplos e os diferentes. Buscou-se através desta pesquisa investigar o contexto da micareta feirense com a cooperação e participação de membros representativos das agremiações e comunidades ‘micaretescas’, lançando mão assim, no que diz respeito ao procedimento de coleta, da Pesquisa-ação. Tratou-se, portanto, de uma pesquisa/intervenção, inserida no âmbito das abordagens qualitativas, que enfatizam as significações e sentidos dos que participam da ação. A partir dessa trajetória de estudos e pesquisas, tornou-se possível o parecer de que no nosso ‘carnaval fora de época’ há espaço para todos, a despeito de um cenário tripartido, à revelia de foliões armados travestidos de policiais convocados para manter a ordem e a paz nos espaços em a festa acontece, e apesar da tentativa frenética de reprimir os excessos e a orgia que elegem a celebração. Todos os espaços são festa, som, prazer, caos e alegria: circuitos, camarotes, dentro e fora das cordas, à frente ou atrás do trio, fora ou dentro das residências, Feira de Santana se torna festa, se torna alegria, se torna micareta. Nos seus quatro dias, a folia é vivida por todos os foliões feirenses, ultrapassando as distâncias, as cordas, as diferenças, as hierarquias, a desigualdade, as injustiças, os deveres, as regras e o cotidiano tão irreal nesses dias momescos.

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Plavras-chave: Cultura, Carnaval, produto.

Título:MICARETA DE FEIRA DE SANTANA: CULTURA DE MASSA E PRODUTO
Mestrando: REGINA BEATRIZ SUZARTE FERREIRA
Orientador: Prof. Dr. Ricardo Oliveira de Freitas
RESUMO:

Esta dissertação aborda a Micareta de Feira de Santana enquanto produto de consumo, destacando suas características, próprias da cultura de massa, que são ao mesmo tempo, parte integrante da festa e também possível instrumento de opressão, resistência e liberdade, a depender da perspectiva em que é observada ou vivida. O principal objetivo deste estudo, por sua vez, é investigar como tais características se configuram no contexto atual da micareta de Feira de Santana, desta cando a micareta como uma zona de fronteira entre as formas da “Cultura de Massa” e o riso do “Coro popular”, ou seja, a micareta feirense como um espaço de coexistência entre os múltiplos e os diferentes. Buscou-se através desta pesquisa investigar o contexto da micareta feirense com a cooperação e participação de membros representativos das agremiações e comunidades ‘micaretescas’, lançando mão assim, no que diz respeito ao procedimento de coleta, da Pesquisa-ação. Tratou-se, portanto, de uma pesquisa/intervenção, inserida no âmbito das abordagens qualitativas, que enfatizam as significações e sentidos dos que participam da ação. A partir dessa trajetória de estudos e pesquisas, tornou-se possível o parecer de que no nosso ‘carnaval fora de época’ há espaço para todos, a despeito de um cenário tripartido, à revelia de foliões armados travestidos de policiais convocados para manter a ordem e a paz nos espaços em a festa acontece, e apesar da tentativa frenética de reprimir os excessos e a orgia que elegem a celebração. Todos os espaços são festa, som, prazer, caos e alegria: circuitos, camarotes, dentro e fora das cordas, à frente ou atrás do trio, fora ou dentro das residências, Feira de Santana se torna festa, se torna alegria, se torna micareta. Nos seus quatro dias, a folia é vivida por todos os foliões feirenses, ultrapassando as distâncias, as cordas, as diferenças, as hierarquias, a desigualdade, as injustiças, os deveres, as regras e o cotidiano tão irreal nesses dias momescos.

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Plavras-chave: Cultura, Carnaval, produto.

Título: TIRAS EM QUADRINHOS DA TURMA DO XAXADO: imagens desviantes

Mestrando: ELIZIA DE SOUZA ALCÂNTARA

Orientador: Prof.ª Dr.ª Edil Silva Costa

RESUMO:

Na contemporaneidade, novas formações discursivas se instalam no campo estético-cultural e engendram novos significados à textualidade. Nesse sentido, a linguagem dos quadrinhos se apresenta como uma “máquina narrativa” em que o jogo combinatório entre palavra e imagem dramatiza múltiplas histórias, configurando-se dessa forma, como um local de representação e resistência. Esta Dissertação de Mestrado, apresentada ao programa de Pós- Graduação em Crítica Cultural propõe analisar em que medida o discurso dos quadrinhos problematiza as relações entre a linguagem, a cultura e o signo do capital na sociedade contemporânea. Diante disso, alguns questionamentos foram levantados: Quais os sentidos fixos atribuídos aos quadrinhos? Como o livro didático reconhece os quadrinhos? De que forma o leitor contemporâneo recepciona as narrativas imagéticas? É possível criar alternativas para potencializar um novo leitor de imagens nas escolas brasileiras? Para tanto, o percurso metodológico tem como referência a pesquisa qualitativa, articulada com a análise documental das tiras em quadrinhos editadas nas revistas da Turma do Xaxado produzidas pelo quadrinista baiano Antonio Cedraz entre os anos de 1999 a 2006 e na coleção do livro didático Lendo e Interferindo elaborada pelas autoras Anna Frascolla, Aracy S. Fér e Naura S. Paes no ano de 1999 destinado aos estudantes do Ensino Fundamental II. Assim, espera-se ampliar o debate em torno da potência narrativa dos quadrinhos no cenário contemporâneo trazendo a produção de imagens para o campo da “leitura desviante”

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Palavras-chave: Tiras em quadrinhos; Imagens; Histórias; Leitura; Discurso; Desvio.

Título: O MALANDRO DE 1930 A 1954: UM PRODUTO SINGULAR OU UMA MERCADORIA RECUPERADA?

Mestrando: DELMAR CRUZ BOMFIM

Orientador: Profª. Drª. Carla Patrícia Bispo de Santana

RESUMO: 

O objetivo desta investigação é fazer um estudo teórico de como e porque o malandro foi construído, considerando os possíveis motivos de sua negação ao trabalho e sua relação amistosa com o Estado. Pretende-se também analisar seu engendramento na sociedade brasileira, que a princípio, não deveria ser baseada em uma construção que fosse de encontro ao modelo formal-jurídico; por isso questiona-se o motivo pelo qual esse malandro foi tolerado pelo poder dirigente, divulgado pela mídia e assimilado pelo cidadão comum, no período que vai de 1930 a 1954, na cidade do Rio de Janeiro, nos campos de representação das letras de samba de Wilson Batista, Ismael Silva, Moreira da Silva e Noel Rosa. Esta indagação leva-nos a ter como foco aspectos possivelmente polêmicos da sua vida malandra como: a sua relação com a mulher comum e a mulher malandra, sua sexualidade, sua possível delinquência e seu pertencimento racial. A importância deste trabalho reside em fazer uma crítica cultural a uma imagem malandra que é produzida por um jogo de interesse que envolve o poder dirigente, a mídia e o próprio malandro.

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Palavras-chave: Malandragem. Sexualidade. Raça.

Título: OS INTERSTÍCIOS E ARTÍFICIOS DE NORDESTINA: ESTUDO SOBRE AS NUANCES DO CONTEMPORÂNEO NO ROMANCE A MÁQUINA DE ADRIANA FALCÃO

Mestrando: MÔNICA GRISI CHAVES

Orientador: Prof. Dr. Roberto Henrique Seidel

RESUMO:

A presente pesquisa tem por objetivo proceder à leitura crítica do romance A Máquina (1999) da escritora carioca Adriana Falcão no que concerne a sua relação com a prosa brasileira contemporânea. A prosa produzida atualmente no Brasil é marcada pelo seu caráter diverso, tanto no que se refere à forma quanto ao conteúdo. No entanto, neste contexto marcado pela multiplicidade determinados elementos ganham relevo dada a frequência com que aparecem nas produções e alguns deles serão aqui enfocados no cotejo com o romance A Máquina. Neste sentido, torna-se oportuno refletir sobre a forma com que o Realismo literário configura-se no texto de Falcão, uma vez que, na contemporaneidade este gênero assume diferentes contornos avizinhando-se, em A Máquina, das categorias do Fantástico. Revela-se assim também necessário discutir a interação do Nordeste simbólico com a indústria cultural, tendo em vista que nesta junção reside a inserção de novos matizes à abordagem do fluxo migratório, temática bastante presente no romanceiro nacional. Outro aspecto que merece destaque no estudo ora realizado diz respeito ao modo com o qual o mercado editorial estabelece seus vínculos com a produção ficcional, afinal a atualidade já não permite obliterar a dimensão econômica na construção dos objetos artísticos.

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Palavras-chave: Literatura Contemporânea, Realismo Literário, Mercado editorial, Indústria cultural, Prosa Brasileira Contemporânea, Nordeste Simbólico.

Título: MICARETA DE FEIRA DE SANTANA: CULTURA DE MASSA E PRODUTO

Mestrando: REGINA BEATRIZ SUZARTE FERREIRA

Orientador: Prof. Dr. Ricardo Oliveira de Freitas

RESUMO:

Esta dissertação aborda a Micareta de Feira de Santana enquanto produto de consumo, destacando suas características, próprias da cultura de massa, que são ao mesmo tempo, parte integrante da festa e também possível instrumento de opressão, resistência e liberdade, a depender da perspectiva em que é observada ou vivida. O principal objetivo deste estudo, por sua vez, é investigar como tais características se configuram no contexto atual da micareta de Feira de Santana, destacando a micareta como uma zona de fronteira entre as formas da “Cultura de Massa” e o riso do “Coro popular”, ou seja, a micareta feirense como um espaço de coexistência entre os múltiplos e os diferentes. Buscou-se através desta pesquisa investigar o contexto da micareta feirense com a cooperação e participação de membros representativos das agremiações e comunidades ‘micaretescas’, lançando mão assim, no que diz respeito ao procedimento de coleta, da Pesquisa-ação. Tratou-se, portanto, de uma pesquisa/intervenção, inserida no âmbito das abordagens qualitativas, que enfatizam as significações e sentidos dos que participam da ação. A partir dessa trajetória de estudos e pesquisas, tornou-se possível o parecer de que no nosso ‘carnaval fora de época’ há espaço para todos, a despeito de um cenário tripartido, à revelia de foliões armados travestidos de policiais convocados para manter a ordem e a paz nos espaços em a festa acontece, e apesar da tentativa frenética de reprimir os excessos e a orgia que elegem a celebração. Todos os espaços são festa, som, prazer, caos e alegria: circuitos, camarotes, dentro e fora das cordas, à frente ou atrás do trio, fora ou dentro das residências, Feira de Santana se torna festa, se torna alegria, se torna micareta. Nos seus quatro dias, a folia é vivida por todos os foliões feirenses, ultrapassando as distâncias, as cordas, as diferenças, as hierarquias, a desigualdade, as injustiças, os deveres, as regras e o cotidiano tão irreal nesses dias momescos.

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Palavras chave: Cultura, Carnaval, produto.

Título: RECORDAR É PRECI[O]SO: MEMÓRIAS DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA NO PROESP/LETRAS NO PÓLO DE ALAGOINHAS-BA

Mestrando: IRAMAYRE CÁSSIA RIBEIRO REIS

Orientador: Professora Doutora Maria de Fátima Berenice da Cruz

RESUMO:

Este trabalho considera a importância do docente como agente fundamental do processo de (re)construção da identidade étnico-racial nos espaços escolares e traz reflexões que estão pautadas no acesso à literatura e na participação de eventos afins a esta temática. Nesta direção e a partir de tais reflexões, os questionamentos que guiam esta investigação são os seguintes: “Como essa formação preparou as professoras egressas do Curso de Letras do PROESP/Letras – Alagoinhas para lidar com o dispositivo legal, Lei Nº 10.639/2003, que altera a LDBEN? “ e “Como estas professoras lidam com os saberes teóricos-científicos para a construção de um currículo que contemplem a temática das relações étnico-raciais e a história e a cultura afro-brasileira em suas práticas pedagógicas?”. Assim, o objetivo geral da pesquisa é investigar de que forma as professoras egressas do Curso de Letras do PROESP/Letras – Alagoinhas lidam com os conhecimentos teórico-científicos construídos sobre a Cultura Afro-Brasileira a partir da presença/ausência nas práticas pedagógicas e, caminhando na direção de alcançar este objetivo, os específicos implicam em: discutir o lugar da educação escolar nos movimentos sociais negros e, em especial, no VIII Encontro de Negros do Norte-Nordeste; refletir sobre os dispositivos legais que tratam sobre a educação das relações étnico-raciais numa perspectiva de política curricular; caracterizar o PROESP/Letras oferecido pela UNEB e a disciplina Cultura Afro-Brasileira e, por fim, identificar os saberes mobilizados/trabalhados pelas professoras egressas do PROESP/Letras relacionados à Cultura Afro-Brasileira no contexto de suas práticas pedagógicas. Do ponto de vista do caminhar metodológico, a natureza social deste trabalho segue os propostos da pesquisa de abordagem qualitativa e faz uso da entrevista semi estruturada, do diário de campo e do procedimento de análise documental qualitativa. Assim, a construção das veias argumentativas desta investigação deu-se em consonância com as produções discursivas que tratam das relações étnico-racias e da formação de professores e práticas pedagógicas com relações étnico-raciais na escola na perspectiva da Lei Nº 10.639/03. Desse modo, o trabalho, primeiro, empreende uma discussão em torno dos seus caminhos metodológicos e discursivos. Em seguida, estabelece uma relação, de forma panorâmica, entre os movimentos negros e a educação escolar dando destaque ao protagonismo destes movimentos na luta antirracista e em prol do reconhecimento da diversidade étnico-racial no espaço escolar. No terceiro momento, trata de dispositivos legais após a Lei Nº 10.639/2003 enquanto instrumentos para uma nova política curricular dando destaque para as DCN’s para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, o Parecer CNE/CP 003/2004 e o Plano Nacional de Implementação destas Diretrizes. Por fim, procura estabelecer uma relação entre a formação docente e as práticas pedagógicas enquanto espaços para a descolonização do ensino na perspectiva desta relação promover novos caminhos para a educação das relações étnico-raciais construindo subjetividades mais democráticas. Neste caminhar, a pesquisa conclui que a Lei Nº 10.639/2003 só será eficaz na medida em que se introduzam mudanças significativas nos processos de formação inicial e continuada de docentes uma vez que estes constituem o caminho pelo qual os propósitos da Lei serão efetivados, sendo seu papel preponderante para que se problematize como o preconceito e a discriminação são construções históricas, culturais e sociais que são (re)produzidos ao longo dos tempos.

PALAVRAS-CHAVE:  Formação de professores. Lei 10.639/03. Práticas pedagógicas. PROESP/Letras. Relações étnico-racias.

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Título: DISPUTAS SIMBÓLICAS E TÉCNICAS NO ESPAÇO URBANO: A MÍDIA NINJA NAS JORNADAS DE JUNHO

Mestrando: MAURICIO JOSE DE JESUS

Orientador: Prof. Dr. Washington Luís Lima Drummond

RESUMO: 

O presente trabalho propõe analisar os aspectos técnicos, políticos e estéticos das transmissões do coletivo Mídia Ninja nos protestos ocorridos em diversas cidades, em junho de 2013. No contexto urbano midiatizado, a utilização desviante dos aparelhos celulares para transmissão dos protestos, assim como o dialogo telematizado das redes, trouxe à tona a apropriação tática da tecnologia como expressão política de movimentos urbanos ligados ao midiativismo. É neste contexto que a Mídia Ninja se articula nacionalmente e passa a transmitir ao vivo pela internet os protestos de diversas cidades, chamando a atenção da mídia tradicional, que ao transforma-los em noticia anularam o potencial político radical do coletivo. Contudo, as imagens produzidas pela Mídia Ninja, traziam à superfície outra percepção do espaço urbano, tomado pelo transe político, atravessado por tensões e conflitos urbanos históricos ao qual a mídia tradicional busca sempre dissuadir e despolitizar.

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Palavras-chave: Técnica, Midiativismo, Movimentos Urbanos, Política, Cidades.

Título: MEMÓRIAS E NARRATIVAS: A REPRESENTAÇÃO DOS ENCOURADOS PELOS VAQUEIROS DE PEDRÃO – BA

Mestrando:WELLINGTON DE SOUZA MADUREIRA

Orientador: Profª. Drª Edil Silva Costa.

RESUMO:

Pedrão é um município brasileiro do Estado da Bahia com uma população estimada, no ano de 2004, de 6.739 habitantes. Sua economia é basicamente agrária, com destaque também para e produção de leite. Dessa localidade parte, em 1822, um grupo de 40 voluntários e vaqueiros conhecidos como Encourados de Pedrão. Esses voluntários tinham como objetivo participarem da luta pela Independência da Bahia. De acordo com os habitantes mais velhos desta localidade, “a Independência da Bahia começou em Pedrão, pois foram os corajosos Encourados de Pedrão que lutaram na linha de frente e expulsaram os portugueses da Bahia”. Assim sendo, cabe hoje à Associação dos Encourados de Pedrão (AEP) manter viva essa memória através do desfile cívico do Dois de julho, quando seus membros personificam esses sujeitos históricos de destaque na historiografia baiana. Entretanto, cada época recupera e atribui ao popular um sentido, que, em princípio, resulta das relações das formas de narrar, ao mesmo tempo que essas relações estabelecem determinados imaginários. Assim, através de uma perspectiva crítica, essa pesquisa objetiva tanto conhecer e compreender esses atores, tendo como partida suas narrativas orais, quanto entender os caminhos que os levam inicialmente a fazerem parte do grupo de representantes desse movimento; além de personificar esse sujeitos históricos dentro do desfile cívico do Dois de Julho. Esta investigação se define como qualitativa e preocupa-se com a compreensão de um grupo social, produzindo informação e apontando aspectos da realidade. Quanto à natureza, trata-se de uma pesquisa aplicada, pois tem como objetivo gerar conhecimento para os interesses locais. Ao mesmo tempo, esse meu exercício de pesquisar adquire um caráter etnográfico quando me debruço na observação participante sustentada pelas entrevistas e análise de documentos, o que permite uma interação entre pesquisador e o objeto pesquisado. Por conseguinte, através do método da história oral, pautado no emprego das narrativas, buscou-se registrar impressões, vivências e lembranças desses indivíduos que se dispuseram a compartilhar suas memórias com a coletividade.

Palavras chave: Identidade, Memórias, Narrativas, Representação, Vaqueiros

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Título: TAÍSE ALVES MOREIRA

Mestrando: O ESPECTRO DA LITERATURA E AS RELAÇÕES IDENTITÁRIAS NAS REDES SOCIAIS VIRTUAIS

Orientador: Prof. Dr. José Carlos Felix

RESUMO:

A presente pesquisa tem como propósito examinar o fenômeno das imagens nas redes sociais virtuais como forma de construção identitária de seus usuários. A fim de investigar esse fenômeno, a pesquisa parte da tese de que, na sociedade contemporânea, são as imagens, particularmente as vinculadas em redes sociais, que se tornaram meios de formação de identidade – função outrora ocupada pela literatura. Nesse sentido, observa-se que, no ciberespaço, a própria noção de literatura e literário sofrem um constante processo de ressignificação ao fragmentar-se e converter-se em um elemento fundamental na composição das imagens técnicas. Nessa conjuntura, destaca-se que as classificações atribuídas à literatura canônica já não são mais encontradas em sua totalidade nesses fragmentos, embora sua função na construção de uma certa forma de identidade(s) ainda permaneça. Logo, a motivação que estimula os usuários a consumirem esse tipo de produto imagético estaria naquilo que se pode denominar de espectro ou aura que emana da escrita literária por meio das imagens técnicas, mesmo que esta última tenha sido manipulada para ajustar-se à ordem das redes sociais virtuais tecnológicas. Consequentemente, o fenômeno da autoexposição, por meio do consumo desse tipo de imagem, engendra uma maneira de construção de identidades que será examinado a partir de observações na notória interface chamada Facebook. A proposta teórica é dialogar com alguns autores como Jameson (1996), Flusser (1985 e 2008), Benjamin (1987), Foucault (1979), Eagleton (2006), Bauman (2005 e 2008) dentre outros, uma vez que o pensamento crítico desenvolvido por esses teóricos auxilia na compreensão desse fenômenonotadamente contemporâneo.

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Palavras-chave: consumo; espectro; identidade; imagens técnicas; literatura.

Título: ENTRE BATALHAS E DEVOÇÕES: AS PELEJAS DE MARIA, RIACHÃO E LAMPIÃO CONTRA O DIABO

Mestrando: ANDRÉ RICARDO NUNES NASCIMENTO

Orientador: Profª. Drª. Edil da Silva Costa.

RESUMO:

Em seus vários títulos, a Literatura de Cordel promove entidades pertencentes à religiosidade dos sertanejos. Nessa perspectiva, e em profundo contato com o ideário dos dogmas cristãos, o Diabo teve e tem a sua imagem propagada nas narrativas da cultura popular. O presente texto se apresenta pela análise dos folhetos A mulher que enganou o Diabo, de Manoel D’Almeida Filho, Peleja de Manoel Riachão com o Diabo, de Leandro Gomes de Barros, e A chegada de Lampião no Inferno, de José Pacheco, que trazem pelejas do Diabo com os moradores do Sertão. Nessa conjuntura, a religiosidade popular se encena como fator religioso preponderante e arraigado no interior dessas narrativas, pois o Diabo, ao “pelejar” com os personagens sertanejos, é vencido por não resistir às artimanhas daqueles e de suas devoções às entidades como Nossa Senhora e santos, que representam a imagem de Deus e suas forças. Os percursos metodológicos da realização deste trabalho se dão na tomada bibliográfica dos cordéis citados e dos teóricos que se colocaram a discutir parte dos elementos que compõem o presente estudo. Dentre esses, destacam-se: Jerusa Pires Ferreira, tratando, em suas obras, sobre as narrativas do Diabo e suas edições; Mário Pontes, esboçando estudos sobre o Diabo na Literatura de Cordel; Durval Muniz de Albuquerque Junior, analisando as visões tidas do Nordeste em alguns espaços literários; Jeffrey Burton Russel, discutindo a imagem e a propagação da Idade Média; Marcia Abreu, evidenciando alguns pressupostos históricos do Folheto lusitano ao Cordel brasileiro; Mircea Eliade, enfocando algumas questões religiosas, dentre outros. Esta é uma pesquisa de cunho bibliográfico, que interpreta cenas presentes nas pelejas e como se tecem seus desencadeamentos. Durante as análises aqui expressas, podem-se perceber aspectos relativos aos entrelaçamentos das narrativas com o cotidiano sertanejo e como os mesmos interpretam os postulados do Diabo e os exprimem de acordo com suas próprias vivências. Assim, elementos relativos à memória e à identidade desses sujeitos se apresentam através das suas manifestações, valores e crenças, que são expostas nas narrativas e contribuem para a constituição do mosaico cultural do Brasil.

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Palavras-chave: Diabo. Literatura de Cordel. Sertão. Religiosidade Popular.

Título: EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA EM SANTIAGO DO IGUAPE: ANÁLISE DE LIVROS DIDÁTICOS E PARADIDÁTICOS

Mestrando: ANA FÁTIMA CRUZ DOS SANTOS

Orientador: Profª. Drª. Maria Anória de Jesus Oliveira

RESUMO:

O presente trabalho tem por objetivo investigar os livros didáticos e paradidáticos voltados para a Educação Escolar Quilombola utilizados entre os anos de 2012 a 2014 em três instituições de ensino da comunidade quilombola de Santiago do Iguape.  São elas: Escola Municipal Pedro Paulo Rangel, Escola Municipal de Santiago do Iguape e Colégio Estadual Eraldo Tinoco. Diante da Resolução nº 08/2012 que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola na Educação Básica, observaremos: tais livros correspondem a uma perspectiva educacional quilombola? Qual conceito de educação quilombola é absorvido pelas escolas do lugar e qual representatividade e identidade do negro é veiculada nesses materiais no que tange ao ensino para as relações étnico-raciais? A fim de atender ao objetivo geral da pesquisa, estabelecemos enquanto objetivos específicos: a) identificar os recursos textuais (verbais e não verbais) utilizados para representar o negro no livro; b) observar de que forma são citadas as personalidades negras no ensino de História e Culturas Afro-brasileira e suas principais referências no material, segundo a Lei 10.639/2003 e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola. Os métodos para a realização deste trabalho abrangem desde pesquisas bibliográfica e documental à pesquisa de campo, com cunho qualitativo oferecendo, enquanto instrumento principal de análise, os livros didáticos e paradidáticos encontrados em uso no ambiente escolar quilombola. Esta pesquisa vislumbra retratar o quadro atual da educação quilombola almejada nesses territórios e as referências sugeridas pelo Estado brasileiro.

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Palavras-chave: Livros didáticos e paradidáticos. Educação escolar quilombola. Comunidade quilombola. Identidade negra. Relações étnico-raciais.

Título: DISCURSOS SOBRE FORMAÇÃO CONTINUADA: INFLUÊNCIAS NA CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA DAS PROFESSORAS DE LÍNGUA PORTUGUESA ALAGOINHAS – BA 2015

Mestrando:IRAMAIA DA SILVA SANTOS

Orientador: Profa. Dra. Cláudia Martins Moreira

RESUMO: 

Esta dissertação analisa as maneiras como o discurso autorizado sobre formação continuada se reflete no discurso das professoras de Língua Portuguesa da escola Castro Alves, da rede municipal de ensino, na cidade de Alagoinhas. Desse modo, visa-se propor uma análise acerca da construção de discursos sobre saberes, práticas pedagógicas e construção de sentidos atribuídos a essas professoras e da sua implicação na construção das identidades docentes e nas representações que dela são geradas. A base teórico-metodológica deste trabalho parte dos estudos no âmbito da pesquisa qualitativa por ser uma forma de fazer pesquisa baseada nos fenômenos sociais, sendo a obtenção de dados descritivos mediante contato direto e interativo do pesquisador com a situação objeto de estudo parte de sua metodologia. Outros dados selecionados, gerados em pesquisa, foram os princípios do programa GESTAR referentes a quais competências foram construídas como política de formação do professor de Língua Portuguesa e as transcrições das falas das professoras de Língua Portuguesa que participaram do programa GESTAR, obtidas através da aplicação de entrevistas que nos mostraram como os discursos em torno da formação continuada constroem e reconstroem as identidades dessas professoras.Este trabalho apresenta uma posição crítica diante dos modos como estão sendo construídos os processos identitários que criam a ideia do que é ser um professor. A partir dos estudos realizados foi possível perceber que os discursos, tanto em relação aos princípios do programa GESTAR quanto os das próprias professoras, constroem uma política identitária e valores diretamente encalçados na construção formativa da sua profissionalidade.

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Palavras-chave: Formação de professores. GESTAR.Discurso.Identidades

Título: MODOS DE PRODUÇÃO, PUBLICAÇÃO E CIRCULAÇÃO DE TEXTOS DE ESCRITORAS NEGRAS BAIANAS

Mestrando: TAISE CAMPOS DOS SANTOS PINHEIRO DE SOUZA

Orientador: Prof.ª Dr.ª Jailma dos Santos Pedreira Moreira

RESUMO: 

seguinte pesquisa reflete sobre modos de produção, publicação e circulação de textos de escritoras negras baianas, observando táticas utilizadas pelas escritoras de inserção nos circuitos literário e editorial, e, ao mesmo tempo, de criação de um outro circuito não hegemônico, como forma de resistência a modos de apagamento e interdições de suas vozes. Ainda tecemos uma reflexão sobre a formação de um público leitor e a interação estabelecida com esse público, através dos movimentos de circulação das obras realizados pelas escritoras. Para isso, verificamos como as escritoras estão se organizando para tornar seus escritos mais visíveis frente a um sistema capitalista, a indústria cultural, seus aparelhos e dispositivos. Observamos, nesse processo, que as escritoras pesquisadas encontram diversas dificuldades no percurso de produção, publicação e circulação de suas obras, que partem de um sistema de exclusão que engloba as variáveis: gênero, raça, classe e região. Apesar das formas de interdições várias que se refletem na dificuldade de materialização do livro, as escritoras negras criam outros caminhos, táticas que facilitam a chegada de suas obras a um público leitor e põem em questão uma cultura capitalista, patriarcal, etnocêntrica. Tais práticas demonstram o quanto estas escritoras, pouco visibilizadas, têm resistido e criado linhas de fuga, perante sistemas de coerção que as silenciam.

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Palavras-chave: Escritoras negras baianas; modos de produção; publicação-circulação; mercado editorial; circuitos alternativos.

Título: NO VENTRE DA CAPOEIRA, MARCAS DE GENTE, JEITO DE CORPO: UM ESTUDO DAS RELAÇÕES DE GÊNERO NA COSMOVISÃO AFRICANA DA CAPOEIRA ANGOLA

Mestrando: IVANILDES TEIXEIRA DE SENA

Orientador: Prof.ª Dr.ª Suely Aldir Messeder

Coorientadora: Prof.ª Dr.ª Maria Nazaré Lima Mota

RESUMO:

Esta dissertação possui um duplo objetivo, apresentar a Capoeira Angola no âmbito de uma visão cosmoafricana, bem como entender as relações de gênero nessa capoeira. discuto como os valores da cultura ocidental tensionam e influem na cosmovisão cultural africana no âmbito da capoeiragem, onde os corpos são situados como femininos e masculinos, embora as diferenças de sexo/gênero não sejam evidenciadas. Por um lado, considero a capoeira uma cosmologia de mundo e ao mesmo tempo uma prática de libertação e resistência de um corpo negro. Proponho repensar as representações sobre a capoeira, quer seja como folclore, quer seja como arte aurética, do presente ou de um passado histórico e sobretudo, situá-la no contexto contemporâneo de uma tradição cosmoafricana. Por outro lado, os debates sobre gênero estão ancorados prioritariamente no conceito de “tecnologia de gênero”, postulado por Lauretis (1989). A perspectiva feminista compõe o desenrolar teórico-metodológico da pesquisa qualitativa, cujos procedimentos são a observação participante, as entrevistas semiestruturadas com mulheres capoeiristas e a memória da vivência da pesquisadora como capoeirista. A escrita será conduzida pela ideia da “escrevivência”, desenvolvida por Brito (2011), cujo conteúdo nos reporta à escrita de um corpo inscrito em uma condição de experiência negra no Brasil. A perspectiva teórica circula na produção feminista de Lorde (1984); hooks (1998); Butler (2000); Davis (2013); Brito (2011); Louro (2008); Lugones (2014) bem como na produção sobre capoeira e cultura cosmoafricana de Abib (2005); Barbosa (2005); Barreto (2005); Conceição (2009); Curió (2011); Fernandes e Silva (2009); Machado (2013); Oliveira (2006); Pastinha (1988); Pequeno (2000); Rego (1968). Nesta análise, a tensão na relação de gênero no lócus pesquisado propõe o desafio de pensar a trajetória do corpo das mulheres capoeiristas como produto e processo histórico-cultural, construído simbolicamente, e desestruturador sistêmico da estrutura que lhe é imposta socialmente.

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Palavras-chave: Relações de gênero; mulheres capoeiristas; cosmovisão africana; corpo; Capoeira Angola.

Título: CURSOS DE LETRAS, POLÍTICAS INSTITUCIONAIS E (DES)ATIVAÇÃO DE DISPOSITIVOS

Mestrando: EVANILDES TEIXEIRA DA SILVA

Orientador: Prof. Dr. Osmar Moreira dos Santos

RESUMO:

A finalidade dessa pesquisa é investigar as políticas institucionais/organizacionais dos cursos de Letras e as estratégias do campo linguístico-literário para enfrentar os dispositivos estatais que colocam em suspenso a sua força política. Tendo como objetivos específicos: Contextualizar os cursos de Letras no país a partir de artigos que trazem a inserção dos cursos de Letras no país (1930) e as prescrições estatais para o seu funcionamento. Realizar um levantamento sobre a situação dos cursos de Letras no país (em atividade, extintos e extinção) junto ao MEC; Verificar o que pensam os intelectuais de Letras sobre a política institucional dos cursos de Letras, os dispositivos que lhes regulam no país e outras elaborações possíveis para o campo das Letras; Examinar os elementos estruturantes do Curso de Letras de Língua Portuguesa da UNEB/Campus II (programa, disciplinas, órgãos de regulação e controle), atentando
para o seu conteúdo político e como aparece a figura do Estado e suas prescrições; Verificar em que medida os cursos de Letras consolidados no país tem (des)ativado os dispositivos estatais e criado outras virtualidades para o campo linguístico e literário.Para tanto, realizamos uma pesquisa qualitativa de caráter exploratório, tendo como técnica para coleta de dados a entrevista, análise de documentos oficiais, arquivos e observação. As entrevistas dos intelectuais do campo linguístico-literário foi por conveniência, pois dependia da disponibilidade deles para participar da pesquisa, quanto à amostra do curso de graduação de Letras delimitamos o Curso de Letras de Língua Portuguesa da UNEB/Campus II, estudamos seus elementos estruturantes e aplicamos
questionários para 10 estudantes.

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Palavras-chave: NÃO CONSTAM NO ARQUIVO

Título: NARRATIVAS AUTOBIOGRÁFICAS DE ESCRITORAS DE ALAGOINHAS: PROCESSOS DE (AUTO) FORMAÇÃO E RESSIGNIFICAÇÃO

Mestrando: GISLENE ALVES DA SILVA

Orientador: Professora Doutora Jailma dos Santos Pedreira Moreira

RESUMO: 

O trabalho que por ora apresento é uma pesquisa de natureza qualitativa, que pauta-se em estudos de gênero e da crítica feminista e cultural, e que tem como objetivo verificar como as narrativas autobiográficas das escritoras de Alagoinhas, após processo de interlocução destas e enquanto construto da (auto)formação dos sujeitos femininos, criam condições para a (re)significação das suas histórias de vida. Deste modo, trabalhamos, nesta pesquisa, na perspectiva da pesquisa-ação e com o método autobiográfico. Para tanto, nos inspiramos no projeto desenvolvido pela pesquisadora Christine Delory-Momberger (2006) com os ateliês autobiográficos, nos quais trabalhamos com os poemas Eu-Mulher, e Vozes-Mulheres e o conto Olhos d’água de Conceição Evaristo e com a leitura de trecho do livro Quarto de despejo: diário de uma favelada de Carolina Maria de Jesus, buscando verificar como as escritoras de Alagoinhas, em contato com estas outras, repensavam suas vidas. Sendo assim, o trabalho desenvolvido nos ateliês autobiográficos deu embasamento para a construção das escritas de si das escritoras locais Luzia Senna e Margarida Souza. Por fim, percebemos que as narrativas autobiográficas promovem a possibilidade de ser e de viver, mas a cima de tudo de tornar-se, de projetarmo-nos para novos horizontes em busca de outros projetos de vida, outras tessituras, novas narrativas. A pesquisa revelou, portanto, neste encontro entre escritoras, e através das narrativas de si, um processo de leituras e releituras, que resultou em autocrítica, autorreflexão, empoderamentos, devires, apontando também para a significância da atividade.

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Palavras-chave: narrativas autobiográficas, escritoras de Alagoinhas, (auto)formação, ressignificação.

Título: LÁ VÊM OS NÊGOS DA CHÔ: MEMÓRIA, IDENTIDADE E TERRITÓRIO DE UMA COMUNIDADE NEGRA RURAL

Mestrando: CARLA DO ESPÍRITO SANTO XAVIER

Orientador: Prof.º Dr. Arivaldo de Lima Alves

RESUMO:

presente dissertação centra-se no estudo da construção territorial, da comunidade rural negra Chã – localizada na região do Portal do Sertão, município de Teodoro Sampaio – Bahia. A pesquisa objetivou investigar o processo de construção do território da comunidade rural negra Chã a partir da identificação das variadas formas de ocupação do espaço e seus conflitos, das táticas de subsistência. São objetos de discussão o contexto histórico no qual a comunidade está inserida, as vivências cotidianas de seus moradores, as relações de parentescos, de trabalho e subsistência. Buscou-se valorizar as histórias de homens e mulheres negras, seus conflitos e cotidiano. Nesta perspectiva, apesar de não ser uma etnografia, essa pesquisa de natureza qualitativa se utiliza de elementos etnográficos, como por exemplo, o diário de campo, e lança mão da história oral, com ênfase nas histórias de vida, como principal caminho para o levantamento de fontes necessárias na construção da história da comunidade que têm em sua memória informações nas quais estão presentes elementos constituintes de seu território e sua identidade. Procurou-se dar ênfase às memórias e práticas culturais que, de algum modo, permaneceram ligadas ao passado escravista e revelaram valores civilizatórios afrobrasileiros que contribuíram/contribuem na construção territorial e da identidade do povo da Chã.

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Palavras-Chave: 1. Comunidade negra. 2. Território. 3. Identidade. 4. Crítica Cultural.